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Belo Horizonte 05-Sep-2010
   
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Ação Empresarial quer barrar agenda trabalhista PDF Imprimir E-mail

     À frente da ‘Ação Empresarial’ – que abriga as 55 maiores entidades empresariais do País –, Jorge Gerdau, o barão do aço, articula um programa de reformas que será levado aos principais candidatos à Presidência. Entre as proposta está a preocupação em barrar o avanço da pauta sindical nas decisões do Congresso.

     A reportagem é Guilherme Queiroz e publicada pela revista Dinheiro, 12-02-2010.    

  Reunidos numa confortável casa no Lago Sul, área nobre de Brasília, na terça-feira, dia 09, os donos de um considerável naco do PIB nacional silenciaram para ouvir Jorge Gerdau, líder do maior grupo siderúrgico do País. Anfitrião do encontro, ele abriu o jantar com previsões animadoras sobre a economia do país e pessimistas sobre a dos Estados Unidos.
     Ao final, mostrou-se preocupado com a provável elevação da taxa básica de juros pelo Banco Central, mas manteve o otimismo. “Vai ser um ano positivo para todos os setores”, previu. Mas não é só para debater conjuntura que a Ação Empresarial – reunião que abriga as 55 maiores entidades empresariais do País – tem se reunido sob a batuta de Gerdau. A portas fechadas, o grupo prepara a agenda do setor produtivo a ser apresentada, em maio, aos candidatos à Presidência da República. Em sua versão final, o documento incluirá as propostas que o empresariado deseja incorporar aos programas de governo – sem preferências.
     Os empresários se convenceram de que tem sido infrutífero esperar a aprovação de reformas amplas pelo Congresso  Nacional – o mais recente projeto de reforma tributária se arrasta há dois anos na Câmara. Para contornar tais entraves, eles formulam uma agenda com medidas pontuais focadas na melhoria do ambiente de negócios. As propostas levadas aos candidatos devem ser divididas em três eixos: institucional, tributário e logístico. Na avaliação de Gerdau, as empresas brasileiras só terão condições de competir em pé de igualdade no ambiente internacional com um Estado mais ágil e dotado de projetos – com participação do setor privado – para modernizar a infraestrutura e reduzir o custo logístico do País.
     Os empresários também concluíram que precisam ter uma postura mais atuante no Legislativo e mostraram-se preocupados com o fortalecimento do lobby sindical. Segundo a Ação Empresarial, isso tem dado margem para que as centrais façam avançar projetos como o que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, o que manda as empresas distribuírem 5% dos lucros aos empregados e o que eleva para sete meses a licença- maternidade. Gerdau foi enfático ao dizer que o empresariado precisa mobilizar os parlamentares identificados com o setor produtivo para resistir ao avanço da agenda trabalhista. Mas reconheceu que as bandeiras das centrais são mais populares do que as demandas do empresariado.

 
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