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A cada sete abusos sexuais, só um chega à polícia |
Crianças e adolescentes vítimas de agressões em BH evitam dar queixa.
Neste ano, pelo menos sete crianças e adolescentes vítimas de violência sexual foram encaminhados, por dia, para o Serviço de Proteção Especializado às Famílias e Indivíduos (Paefi) de Belo Horizonte. De janeiro a abril, 933 casos chegaram ao local, por meio da Vara da Infância e da Juventude, do Conselho Tutelar e do Ministério Público.
Destes casos, apenas um vai parar na polícia. Isso, porque muitas vítimas não registram queixa. Dados da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) revelam que, nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, houve 62 registros criminais de crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual em BH e na região metropolitana, o que representa um crime por dia. Número bem menor que o de pessoas que procuram atendimento diariamente no Paefi, na capital.
Segundo a gerente de Inserção Especial da Secretaria Municipal Adjunta de Assistência Social de BH, Robélia Ursine de Almeida, muitas vítimas e famílias ainda têm receio de denunciar os agressores. Ela afirma que as denúncias chegam, na maioria das vezes, para o Conselho Tutelar, mas isso não significa que vão gerar queixa policial.
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